NÃO JULGAR E NÃO PRESSUPOR

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Julgar – Conceituar, opinião sobre algo ou alguém, emissão de um parecer.

Pressupor – Supor antecipadamente, imaginar, dar a entender, tirar uma conclusão.

Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas. (Voltaire).

Quando você julga os outros, você não os define, você define a si mesmo. (Wayne Dyer – SBCOACHING).

Ensinamentos os quais eu sigo, diz que não se deve julgar e nem pressupor as pessoas. Pensando sobre o que Voltaire disse, substituo a palavra JULGAR pela palavra ANALISAR e concordo que as perguntas são realmente a essência da descoberta dos desejos, sonhos e vontades das pessoas. O que eu realmente quero? O que eu realmente espero? Pra onde estou indo?

Se analisarmos as pessoas pelas respostas, ex.: “Eu acordo todos os dias pela manhã pra ir trabalhar e cumprir o contrato que tenho com a empresa onde trabalho”, simplesmente sobrevoaremos na superficialidade de uma ação comum, nada demais, diferente de quando analisamos os questionamentos que essas pessoas fazem todas as manhãs (seja ao acordar, ao tomar banho, se arrumar, ou a caminho da empresa), ai sim estaremos nos aproximando do íntimo dos seus anseios, ex.: De que forma posso evoluir hoje? O que posso desenvolver de diferente? Como posso otimizar minhas atividades? Dessa forma conseguimos compreender e chegar um pouco mais próximo dos valores e propósitos das pessoas, é onde entramos na segunda parte do texto.

Não julgar e não pressupor – Posso criar um prejulgamento sobre alguém dizendo: “Como pode uma pessoa acordar todos os dias e ir trabalhar nessa mesma empresa onde as coisas não fluem, que perspectiva essa pessoa tem, onde ela pensa que vai chegar”, quando na real, essa mesma pessoa está determinada todos os dias a dar o seu melhor, fazendo com que aquilo que não flui, comece a caminhar, mesmo que em pequenos passos.

O que você deseja é diferente do que as pessoas que estão ao seu lado desejam.

Fundamentar as pessoas com base no que nós somos acaba sendo pequeno demais, acabamos distorcendo o real “eu” dos outros.

Isso tudo não quer dizer que tenhamos que mudar porque os outros são diferentes de nós, cada um permaneça com sua essência, voltado para aquilo que realmente acredita, espera, sonha. Claro que dentro de valores que são iguais pra todos (questão de caráter, justiça, ética, não querer ganhar sobre os outros, etc.).

As Empresas estão repletas de profissionais que almejam algo, que sonham com algo, com um futuro. Em contra partida existem muitos também, cujos sonhos já se foram, não esperam mais nada, não tem quaisquer perspectivas. Qual o nosso papel? Resgatar, encorajar, contribuir ou tirar o foco, acabar de enterrar, desanimar. Não julgar e não pressupor nos faz neutro às situações, e isso torna nossas atitudes mais centradas e coerentes, com ar de contribuição.

Vinícius Ferreira

Fonte da imagem: Google Imagens

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