ENGENHARIA DA QUALIDADE

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De acordo com a ABEPRO (Associação Brasileira de Engenharia de Produção, 2008), Engenharia da qualidade é uma das áreas da Engenharia de Produção que consiste em:

Planejar, projetar e controlar sistemas de gestão da qualidade que considerem o gerenciamento por processos, a abordagem factual para a tomada de decisão e a utilização de ferramentas da qualidade. Subáreas:

– Gestão de Sistemas da Qualidade;

– Planejamento e Controle da Qualidade;

– Normalização, Auditoria e Certificação para a Qualidade;

– Organização Metrológica da Qualidade;

– Confiabilidade de Processos e Produto.

O termo qualidade é amplo e pode estar atribuído a diversas esferas, dependendo dos requisitos e necessidades dos clientes em questão. Qualidade pode ser também algo abstrato, em determinados momentos nem mesmo o cliente sabe o que pode solucionar seu problema, sendo a inovação fator fundamental para a atribuição de valores aos produtos e serviços que resolverão questões cotidianas, das empresas, dos consumidores e da sociedade de um modo geral.

A qualidade total está relacionada com o fornecimento do produto ou serviço com qualidade superior aos clientes, proprietário e funcionários. Com esse conceito é possível perceber que a análise não se deve limitar aos clientes externos. É necessário levar em consideração todos os indivíduos da cadeia administrativa, ressaltando a importância de cada um na conquista do objetivo comum, bom desempenho da empresa (OLIVEIRA, 2006).

Ao enxergar a Qualidade como algo estratégico, as empresas passam a evoluir consideravelmente com relação a pilares importantes: alinhamento dos processos produtivos, atendimento aos requisitos dos produtos e serviços, satisfação profissional dos colaboradores internos, aumento das perspectivas de crescimento, consolidação no mercado, enfim. A Qualidade na visão estratégica vai muito além de ter um produto dentro dos padrões, ela está amplamente vinculada a um pacote de benefícios agregado à própria Organização e também aos clientes.

Com uma população global que já ultrapassou 7 bilhões de habitantes, teremos, cada vez mais, de refletir sobre relação demanda x oferta de bens e serviços. Esse cenário impõe a necessidade de as empresas tratarem estrategicamente suas opções, no sentido de enfrentar as turbulências ambientais com proatividade e vigor. A competitividade é o desafio imposto pela globalização às empresas do mundo inteiro. Dentro desse enfoque, as empresas que têm êxito são as que preveem, geram e desenvolvem as mudanças, com flexibilidade e rapidez, dando foco e direção às suas ações estratégicas… (LOBATO et al., 2012).

O processo de desenvolvimento de produtos está entre os processos fundamentais para o sucesso de uma empresa, pois fatores de desempenho de um produto como qualidade, custo e tempo de lançamento estão diretamente relacionados com a forma como a empresa trata seu processo de desenvolvimento de produtos (FORNO et al., 2008).

A qualidade está totalmente vinculada a forma com que os colaboradores conduzem suas atividades no decorrer do processo, profissionais motivados e destinados a fazerem suas atividades de maneira coerente contribuem para o bom desenvolvimento do negócio.

As várias correntes acerca do comportamento do homem organizacional demonstram que a satisfação das pessoas é essencial para a excelência da qualidade dos produtos e serviços. Sendo o norteador da maneira de agir da organização que defronta com os indivíduos que com ela colaboram e interagem. Portanto se uma empresa de serviços pretende manter-se competitiva, a melhoria contínua em produtividade e qualidade deve fazer parte de sua estratégia e cultura corporativa (FITZSIMMONS, 2002).

A qualidade é determinante para que as empresas se prolonguem por anos atuando, é fundamental para sobressair-se aos concorrentes, conquistando maior market share (participação no mercado), consequentemente aumentando significativamente a lucratividade.

O engenheiro de produção é fundamental para a gestão industrial, com foco na qualidade macro do negócio, visando fatores internos (o que mantém a sanidade da Organização, otimização de processos, redução de desperdícios, entre outros) e fatores externos (o que supri a necessidade dos clientes, mantendo parcerias sólidas e de relação ganha x ganha).

Vinícius Ferreira

Fonte da imagem: Google Imagens

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